Viver dói

Em algumas ocasiões, quando minhas filhas ainda eram adolescentes, uma ou outra situação as levava a chorar. A mais nova, dotada de extrema sensibilidade e baixo limiar pra dor, geralmente ficava mais afetada. Conforme foi crescendo e amadurecendo, na hora “do aperto” eu dizia: pois é minha filha... é assim mesmo. Viver dói. Afirmação fatalista? … Continue lendo Viver dói

Mulher Maravilha

Quando estou sobrecarregada, física, mental ou emocionalmente, a vontade que dá é de entrar debaixo das cobertas e ficar ali... fazendo nada... respirando... tentando não pensar em nada... É como se meu corpo estivesse tentando me defender. Um certo torpor se apodera de mim, então vem aquele sono estranho, implacável, injustificável. Claro que é um … Continue lendo Mulher Maravilha

Tá difícil

Eu nasci em Brasília, em 1963. Só essa informação já dá uma ideia do que eu vivi até hoje. Quando pequena, de férias na casa de meus avós paternos em Olinda, Pernambuco, fiquei amiga da Gracinha. Ela era filha da Tonha, que trabalhava para a minha avó. Éramos praticamente da mesma idade e ficamos muito … Continue lendo Tá difícil

Nem tudo é propaganda de margarina

Confesso que desde que a quarentena começou, esses dias “arrastados” estão me levando a pensar em algumas coisas... Não sou analista política e nem assistente social. Também não sou da área médica e nem trabalho em setores essenciais. Então não vou me estender em questões abrangentes ou gerais, vou falar de mim e tentar inspirar … Continue lendo Nem tudo é propaganda de margarina

Largue a sua tralha!

Quando eu era adolescente, assisti uma cena em um filme do Super Homem, que jamais esqueci. A mulher que ele amava morre, então num impulso de dor e desespero ele vai para o espaço, e começa a girar o planeta no sentido contrário à rotação normal, a fim de fazer o tempo voltar para, assim, … Continue lendo Largue a sua tralha!

Meu Epitáfio

Meu Epitáfio Minha mãe não envelheceu. Um câncer a levou aos 52 anos de idade. Meu pai partiu aos 76 em decorrência de complicações por causa do diabetes, mas vivia em outro estado, juntamente com sua segunda esposa e um filho de 18 anos. Eu não vivi a experiência de cuidar de pais idosos, mas … Continue lendo Meu Epitáfio

Nem Tudo Está Perdido

  Com dois anos de casada, em 1990, estava eu em Minnesota, Estados Unidos, com meu marido, o irmão dele, esposa e filho. Programamos um piquenique em família num dos deliciosos e aprazíveis parques da cidade. Ao chegarmos lá, havia umas pessoas poucos metros de onde estávamos, daí meu cunhado disse: “são amigos nossos, membros … Continue lendo Nem Tudo Está Perdido